Para aqueles que estavam considerando votar em Aureo Ribeiro para Deputado Federal em Itaguaí, esta semana trouxe reflexões importantes para os eleitores da cidade. Desde que assumiu o cargo de deputado federal em 2010, Aureo tem se comportado como um forasteiro na região, aparecendo de quatro em quatro anos, sempre ansioso para assegurar votos para sua legenda. Entretanto, ele deixa promessas não cumpridas, pois seus apoiadores na cidade não fazem cobranças, e a população acaba esquecendo essas promessas. Uma pesquisa recente conduzida por Luiz Pellegrino revelou que não existem registros de emendas parlamentares destinadas a Itaguaí pelo deputado Aureo, que sempre favoreceu seu reduto eleitoral em Duque de Caxias, onde sua esposa ocupa o cargo de vice-prefeita.
Conforme o site da Câmara dos Deputados em Brasília, entre 2015 e 2026, o reduto eleitoral de Aureo Ribeiro recebeu apenas seis repasses de emendas parlamentares dele, totalizando R$ 198.791.017,00.
Em 2014, Aureo esteve à beira de ser expulso do partido pelo presidente nacional, devido a uma negociação não autorizada com o então governador Sérgio Cabral e a empresa Odebrecht. Aureo declarou que o Solidariedade só apoiaria o vice-governador Pezão se a empresa contribuísse com R$ 13 milhões para a campanha.
A informação foi divulgada pela coluna Radar On-line da revista “Veja”. De acordo com a reportagem, o deputado Aureo Ribeiro (SDD-RJ) teria afirmado que a aliança dependeria da doação desse valor pela empreiteira Odebrecht. Em troca, o partido apoiaria nas eleições o pré-candidato Luiz Fernando Pezão, vice-governador.
Em uma entrevista ao EXTRA, Aureo confirmou a existência da negociação envolvendo a doação da construtora Odebrecht. Segundo ele, o presidente nacional do Solidariedade, deputado Paulinho, estava negociando o apoio em nível nacional. Durante uma gravação, Aureo reconheceu a negociação e mencionou a suposta tratativa sobre uma UPP em Duque de Caxias, seu reduto eleitoral. Ele afirmou que o secretário José Mariano Beltrame só teria anunciado a instalação das unidades pacificadoras na Baixada Fluminense devido ao acordo de apoio com o Solidariedade.
Na época, alguns membros da legenda relataram que Aureo foi isolado do partido e quase perdeu a presidência estadual. Sérgio Cabral também não atendeu mais às ligações de Aureo Ribeiro naquele período.
Na próxima reportagem, abordaremos a investigação da PF em 2024 sobre uma organização criminosa “estruturalmente ordenada”, que visava desviar e se apropriar de recursos do Fundo Partidário e Eleitoral do partido, utilizando candidaturas laranjas, superfaturamento de serviços de consultoria jurídica e desvios supostamente destinados à Fundação de Ordem Social, uma instituição do partido. Também foram documentados atos de lavagem de dinheiro, identificados por meio da criação de empresas de fachada, além da compra de imóveis e a supervalorização de serviços prestados aos candidatos laranjas. Ademais, vamos relembrar por que a Procuradoria Regional Eleitoral do RJ solicitou a inelegibilidade de oito anos do Deputado Federal e Presidente Estadual do Partido Solidariedade Aureo Ribeiro, que é suspeito de utilizar a estrutura do Estado para garantir vitórias eleitorais em 2022.




